Os profissionais marí­timos vivem «complexas condições de vida e de trabalho» devido a múltiplos factores, recorda o Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, numa mensagem que assinala o «Domingo do mar»
Os profissionais marí­timos vivem «complexas condições de vida e de trabalho» devido a múltiplos factores, recorda o Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, numa mensagem que assinala o «Domingo do mar» O Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes alerta para as más condições laborais dos profissionais marítimos,numa mensagem concebida para marcar o Domingo do mar, hoje (14 de julho) assinalado. Tripulações multinacionais experimentam a bordo complexas condições de vida e de trabalho, passam meses longe dos seus entes queridos, são vítimas do abandono em portos estrangeiros sem receber remuneração, refere o organismo, num documento assinado por antonio Maria Vegliò, cardeal e presidente do organismo do Vaticano.
Muitas vezes, não nos apercebemos de que a maior parte dos objetos que utilizamos diariamente são transportados por navios que cruzam os oceanos de um lado ao outro, recorda o Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. Na mesma mensagem, divulgada pela Rádio Vaticano, o organismo saúda a entrada em vigor, no próximo mês de agosto, da Convenção sobre o Trabalho Marítimo de 2006 da Organização Internacional do Trabalho.
De modo particular, destaca-se a regra que garante aos trabalhadores de um navio o acesso às instalações e serviços em terra que protejam a sua saúde e bem estar. a realização anual do Domingo do mar é uma ocasião para convidar a sociedade a tomar consciência e reconhecer o trabalho de 1,2 a 1,5 milhões de marítimos que, a qualquer hora, navegam a bordo de uma frota globalizada mundial composta por 100 mil navios que transportam 90 por cento dos produtos manufaturados.