Numa mensagem para o Dia Mundial do Turismo, que se celebra em setembro, a Santa Sé apela aos turistas e aos agentes do setor que adotem um estilo sóbrio de disciplinado, sobretudo no que se refere à gestão da água
Numa mensagem para o Dia Mundial do Turismo, que se celebra em setembro, a Santa Sé apela aos turistas e aos agentes do setor que adotem um estilo sóbrio de disciplinado, sobretudo no que se refere à gestão da água O Vaticano divulgou esta quinta-feira, 11 de julho, uma mensagem para o Dia Mundial do Turismo, que se celebra a 27 de setembro, onde apela a uma maior consciência ecológica por parte dos turistas em todo o mundo e a uma mudança de mentalidade, que promova um estilo de vida diferente, caracterizado pela sobriedade e a autodisciplina, particularmente no que diz respeito à gestão da água. É importante reiterar que todos os que estão envolvidos no fenómeno do turismo têm uma forte responsabilidade na gestão da água, de modo a que este setor seja efetivamente fonte de riqueza a nível social, ecológico, cultural e económico, destaca o documento difundido pelo Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes. Intitulada Turismo e água: proteger o nosso futuro comum, a mensagem propõe a adoção de pequenos gestos que combatam o desperdício ou a contaminação da água e incentivem o seu uso racional. E apela a uma maior determinação por parte dos políticos e empresários, pois apesar de haver consciência do problema que a água nos coloca, torna-se fundamental materializá-la em compromissos vinculantes, precisos e verificáveis. Já em relação aos turistas, deve garantir-se que estejam conscientes e reflitam sobre as suas responsabilidades e sobre o impacto das suas viagens. Devem ser capazes de chegar à convicção de que nem tudo é permitido, mesmo que pessoalmente possam assumir os custos económicos, adianta o Vaticano. as Nações Unidas estimam que cerca de mil milhões de pessoas não têm acesso à água potável. Neste sentido, o Conselho Pontifício sublinha que a gestão sustentável deste recurso natural é um desafio de ordem social, económica e ambiental, mas sobretudo de natureza ética, a partir do princípio do destino universal dos bens da terra, que é um direito natural.