Organização de luta contra a fome alerta para o estado de emergência social no Sudão do Sul. à crise alimentar juntam-se a violência e insegurança, que prejudicam o trabalho das equipas humanitárias
Organização de luta contra a fome alerta para o estado de emergência social no Sudão do Sul. à crise alimentar juntam-se a violência e insegurança, que prejudicam o trabalho das equipas humanitárias apesar do forte potencial agrícola, o Sudão do Sul está a passar por mais uma crise alimentar, que afeta pelo menos 4,6 milhões de pessoas, denuncia a organização não governamental (ONG) ação Contra a Fome (aCF). Os projetos em curso garantem cuidados de saúde, alimentos e condições de salubridade a cerca de 350 mil sudaneses, mas para responder às necessidades atuais é preciso angariar mais 3,1 milhões de euros. O nosso projeto mais importante procura responder às necessidades nutricionais e de saúde, só que os desafios em relação à nutrição são enormes, pelo que continuaremos a fazer frente às carências mediante a ampliação do tratamento em novas áreas, declarou o diretor da ONG no Sudão do Sul, Sirak Mehari Weldemicael. Oito anos depois do acordo geral de paz que pôs fim à guerra civil e abriu caminho à indpendência, o país continua a depender da ajuda humanitária. Em finais de 2012, o auxílio da organização chegava a 52 dos 79 condados do Sudão do Sul, porém, a situação tem vindo a deteriorar-se devido às inundações, deslocamentos forçados, confrontos internos e ao aumento do preço dos alimentos. Segundo os responsáveis da aCF, citados pela Europapress, o trabalho humanitário tem-se tornado também cada vez mais difícil e perigoso, depois do governo ter alterado a sua política em relação às organizações internacionais.com uma população estimada em 12 milhões de habitantes, mais de 50 por cento vive em condições de pobreza extrema e nos últimos três anos, mais de 10 por cento passaram por períodos de insegurança alimentar severa.