Os bispos católicos de Moçambique, no seu ministério de «sentinelas» da paz, unem a voz à da sociedade civil, para dizer não à violência e à guerra. O bispo de Inhambane acaba de publicar uma Nota Pastoral sobre a situação Política moçambicana
Os bispos católicos de Moçambique, no seu ministério de «sentinelas» da paz, unem a voz à da sociedade civil, para dizer não à violência e à guerra. O bispo de Inhambane acaba de publicar uma Nota Pastoral sobre a situação Política moçambicana Na mensagem, dirigida à sociedade moçambicana, o bispo de Inhambane e presidente da Comissão de Justiça e Paz, questiona-se sobre a capacidade de diálogo, que até há bem pouco tempo constituía a bandeira do orgulho do povo moçambicano. E apela, inequivocamente, a que a paz volte aos corações, aos lares e às estradas de Moçambique, de onde foi expulsa com os acontecimentos dos últimos tempos: de ameaças, de violência, de morte e destruições. Pede que não se confunda a vida com quaisquer outros valores ou interesses e que os políticos, se têm alguma coisa a disputar ou a discutir entre si, o façam sem que isso pese sobre o povo e provoque perda de vidas humanas e de bens. Todos amamos a vida e cada um procura conservar aquela que está em si. Ninguém deve presumir ter poder sobre a vida dos outros e contribuir para a sua destruição, seja qual for o pretexto. Que se escute o grito do povo: ‘Não à violência, não á guerra’, sublinha o prelado. Para adriano Langa, cada moçambicano é responsável pela paz e cada um tem alguma coisa a fazer em seu favor. Por isso, para evitar a violência e a guerra, defende que cada um evite alimentar sentimentos de ódio e de intolerância em relação ao outro; que evite tendências políticas desequilibradas e emocionais, mesmo na forma mais escondida; que ninguém alimente guerras silenciosas no seu coração contra seja quem for. O bispo exorta ainda a que do coração dos homens não se elevem chamas de ódio, mas de amor uns pelos outros; que cada um seja uma pedra para a construção da paz, e não aquela que é atirada contra o outro. adriano Langa esteve reunido recentemente com o líder da Renamo, afonso Dhlakama, integrado numa delegação do Observatório Eleitoral, que se deslocou a Sathungira (Gorongoza), na província de Sofala. Segundo ele, Dhlakama condiciona a participação da Renamo nas eleições autárquicas agendadas para novembro, à revogação da Lei Eleitoral. E reitera o não à guerra, convidando o governo, em geral, e o Presidente da República, em particular, a mostrar vontade de edificar a paz.