a Irmandade Muçulmana, movimento que apoia o Presidente deposto, pede ao povo e à comunidade internacional que não deixem o país transformar-se numa «nova Síria», depois de um massacre que vitimou 35 pessoas
a Irmandade Muçulmana, movimento que apoia o Presidente deposto, pede ao povo e à comunidade internacional que não deixem o país transformar-se numa «nova Síria», depois de um massacre que vitimou 35 pessoas O assassinato de 35 apoiantes do Presidente deposto, na madrugada desta segunda-feira, 8 de julho, levou o partido da Justiça e Liberdade, braço político da Irmandade Muçulmana a emitir um comunicado onde apela à revolta do povo e pede a intervenção da comunidade internacional para evitar que os confrontos deem origem a uma nova Síria. Os apoiantes de Morsi estavam a rezar quando a polícia e o exército dispararam munições e atiraram gás lacrimogénio sobre eles. Este ataque provocou pelo menos 35 mortes e é provável que este número aumente, refere o documento, pedindo ao grande povo do Egito que se manifeste nas ruas, contra aqueles que tentam roubar-lhes a revolução com tanques. Entretanto, o partido salafista egípcio al-Nour anunciou a sua retirada das negociações para a nomeação do primeiro-ministro e formação de um governo de transição, após o massacre de manifestantes islamitas ocorrido no domingo. Decidimos retirar-nos imediatamente das negociações em resposta ao massacre que teve lugar em frente à Guarda Republicana do Cairo, declarou o porta-voz do partido, Nader Baqqar, citado pelas agências internacionais. No domingo à noite, o porta-voz do Presidente interino anunciou que o economista Ziad Bahaa Eldin, de 48 anos, um tecnocrata que dirigiu várias instituições económicas no Egito, será muito provavelmente nomeado primeiro-ministro do país. Mohamed ElBaradei é apontado como o mais provável para a vice-presidência.