Forças armadas do Egito destituí­ram o governo e vão assumir a liderança até à realização de novas eleições. O Presidente e a sua equipa estão detidos num posto militar
Forças armadas do Egito destituí­ram o governo e vão assumir a liderança até à realização de novas eleições. O Presidente e a sua equipa estão detidos num posto militar Depois do derrube em 2011 de Hosni Mubarak, à boleia da primavera Árabe, o Egito volta a viver uma mudança forçada de governo. as Forças armadas tomaram conta do poder e destituíram o Presidente Mohamed Morsi. a emissão da televisão estatal foi suspensa, os militares tomaram conta dos pontos estratégicos da capital e o ex-governante islamita foi detido, juntamente com vários elementos do executivo. Morsi e a sua equipa estão sob detenção no clube da guarda presidencial republicana, disse esta quinta-feira, 4 de julho, uma fonte próxima do Presidente deposto. Segundo a imprensa local, as forças de segurança receberam ordens para prender 300 membros da Irmandade Muçulmana, de que fazia parte Moahmed Morsi. Reagindo ao golpe de Estado, a chefe da diplomacia europeia, Catherine ashton, apelou ao rápido regresso à democracia no Egito. apelo a todas as partes para que regressem rapidamente a um processo democrático, incluindo a realização de eleições presidenciais livres e imparciais e a aprovação de uma Constituição, afirmou a responsável em comunicado. Morsi é acusado de ter dividido o país ao governar em benefício da Irmandade Muçulmana e ter deixado a nação mergulhar numa crise económica. a insastifação dos milhares de manifestantes que pediam a saída do Presidente prende-se também com o facto dele não ter conseguido reduzir os índices de criminalidade, que registaram um forte aumento depois da queda de Mubarak. Muitos egípcios adeptos de um Islão moderado consideram ainda que Morsi foi complacente com os fundamentalistas salafistas. Em declarações à agência Fides, o bispo copta católico de Minya, Botros Fahim awad Hanna, admitiu como possível o envolvimento da Igreja na procura de uma solução equilibrada até à realização de eleições. Nos projetos que circulam sobre como administrar a fase de transição há quem preveja o envolvimento da Universidade de al azhar e de representantes da Igreja copta como forças capazes de contribuir para uma solução equilibrada da crise, afirmou o prelado.