Dois milhões de tibetanos foram forçados a abandonar as suas casas em 2012, segundo um relatório da organização não governamental Human Rights Watch
Dois milhões de tibetanos foram forçados a abandonar as suas casas em 2012, segundo um relatório da organização não governamental Human Rights WatchNo último ano, cerca de dois milhões de pessoas, mais de 60 por cento do total da população tibetana, foram obrigadas a deixarem as suas habitações e terras, indica a Human Rights Watch, no seu último relatório. Nesse documento, o Partido Comunista Chinês é acusado de obrigar os pastores tibetanos, da província de Qinghai, a abandonarem as suas práticas nómadas. Segundo a organização não governamental, este programa de deslocamentos forçados, decretado por Pequim, está a prejudicar milhões de tibetanos e poderá levar à destruição da cultura tibetana. ao mesmo tempo em que se verifica o agravamento da repressão chinesa, dá-se uma revolta cada vez mais acentuada por parte de alguns setores da sociedade tibetana. Exemplo disso é o crescente número de imolações que se têm verificado no território. De acordo com a Fundação ajuda à Igreja que Sofre, desde 2009 foi registada mais de uma centena de casos em que tibetanos, muitos deles monges, puseram fim à vida imolando-se pelo fogo. a falta de liberdade religiosa no Tibete é uma das principais razões invocadas para este descontentamento.