«apesar do impacto da crise económica e financeira mundial» verificaram-se «progressos» na conquista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. No entanto, essas melhorias «estão longe de serem suficientes»
«apesar do impacto da crise económica e financeira mundial» verificaram-se «progressos» na conquista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. No entanto, essas melhorias «estão longe de serem suficientes»O relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) relativo a 2013 indica que existem progressos na conquista das oito metas fixadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), apesar do impacto da crise económica e financeira mundial. Contudo, essas melhorias estão longe de serem suficientes, exigindo, com urgência, esforços redobrados, destaca Wu Hongbo, subsecretário geral para os assuntos Económicos e Sociais da ONU, no resumo do relatório, apresentado mundialmente esta segunda-feira, 1 de julho.
Entre os ODM que já foram ou se estima que venham a ser atingidos dentro do prazo estão a redução da pobreza e da fome. a ONU acredita que a meta de reduzir a fome para metade, até 2015, pode ser alcançada. No que concerne ao ensino primário universal, o panorama é outro. Se, entre 2000 e 2011, o número de crianças que não frequentavam uma escola baixou em quase metade, também é verdade que a evolução diminuiu consideravelmente até à estagnação, sendo agora improvável que o mundo alcance a educação primária universal até 2015.
a desigualdade entre homens e mulheres é apontada como um dos obstáculos ao progresso, e a redução da mortalidade infantil e materna é um domínio em que mais tem de ser feito, aponta o documento produzido pelo Departamento de assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas. Também na área da saúde, a ONU reconhece que o número de novas infeções com HIV está a diminuir. Entre 1990 e 2010, registaram-se conquistas notáveis no combate contra a malária e a tuberculose, acrescenta o resumo do relatório a que a agência Lusa teve acesso. Quanto à sustentabilidade ambiental, esta está severamente ameaçada, exigindo um novo nível de cooperação global, sustenta a organização.