O Chefe de Estado Maior das Forças armadas de Moçambique foi destituído do cargo, após uma série de ataques atribuídos à Renamo, na região central do país. O clima de tensão tem vindo a aumentar, sobretudo na região de Sofala
O Chefe de Estado Maior das Forças armadas de Moçambique foi destituído do cargo, após uma série de ataques atribuídos à Renamo, na região central do país. O clima de tensão tem vindo a aumentar, sobretudo na região de Sofala O Presidente de Moçambique, armando Guebuza, destituiu o Chefe de Estado Maior das Forças armadas, Paulino Macaringue, nomeando para o lugar Graça Tomás Chongo, informa esta quinta-feira, 27 de junho, a imprensa moçambicana. a decisão terá sido tomada na sequência da série de ataques registados recentemente na região central do país, cuja autoria é atribuída aos soldados da Renamo, o principal movimento de oposição ao governo. a destituição do general Macaringue, segundo a agência Misna, foi anunciada através de uma nota do executivo, pouco depois da empresa ferroviária estatal ter suspendido o tráfego de passageiros, no troço que liga a província de Tete à Beira, a principal cidade do centro de Moçambique. Esta é uma via de importante valor estratégico, pois estabelece a ligação entre os depósitos de carvão mais ricos do país e o Oceano Índico, onde se situam os portos marítimos. Nas últimas semanas, a tensão tem aumentado sobretudo na província central de Sofala, devido aos ataques contra alvos civis e militares, supostamente por parte de elementos da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo). alguns observadores suspeitam que os últimos atos de violência possam estar relacionados não só com as eleições deste ano e do próximo, mas também com a não integração de ex-combatentes nas Forças armadas.