O secretário-geral da ONU juntou-se a especialistas independentes de direitos humanos para instar os estados membros a intensificar os esforços de promoção de uma abordagem centrada na vítima, que inclui acesso à justiça e serviços de reabilitação

O secretário-geral da ONU juntou-se a especialistas independentes de direitos humanos para instar os estados membros a intensificar os esforços de promoção de uma abordagem centrada na vítima, que inclui acesso à justiça e serviços de reabilitação
Vamos trabalhar juntos para acabar com a tortura em todo o mundo e garantir que os países ofereçam a devida reparação às vítimas, afirmou Ban Ki-moon, na sua mensagem para assinalar o dia internacional, que se celebrou quarta-feira, 26 de junho, exortando todos os estados membros a aderirem e a implementarem integralmente a Convenção contra a Tortura e a apoiarem o Fundo Voluntário das Nações Unidas para as Vítimas de Tortura. Observando que este é o 25º aniversário do Comité contra a Tortura, o secretário-geral das Nações Unidas disse que este organismo, com sede em Genebra – juntamente com outros organismos da ONU que lidam com os direitos humanos, como o Subcomité de Prevenção da Tortura e do relator especial para a Tortura – é vital para fortalecer uma abordagem orientada para vítima, que também inclui uma perspetiva de género. Este esforço foi ainda mais reforçado com a adoção este ano de uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU centrado na reabilitação das vítimas de tortura, sublinhou Ki-moon, incitando os países a intensificarem os seus esforços para ajudar todos aqueles que não só sofreram de tortura, como também todo o tratamento ou castigo cruel, desumano e degradante.