Uma cientista estuda o gelo do írtico há décadas. Todos os verões Julienne Stroeve viaja para o norte para medir o gelo derretido, constatando que a mudança climática está a provoar um degelo de forma acentuada e rápida, mais do que se antecipava
Uma cientista estuda o gelo do írtico há décadas. Todos os verões Julienne Stroeve viaja para o norte para medir o gelo derretido, constatando que a mudança climática está a provoar um degelo de forma acentuada e rápida, mais do que se antecipava Na sua última viagem ao Ártico, Julienne Stroeve, investigadora do National Snow & Ice Data Center (NSIDC), da Universidade do Colorado, em Boulder, EUa, não queria acreditar no que via: vastas áreas de gelo desta região polar desapareceram, para além das suas piores expectativas, de acordo com a denúncia da organização avaaz.org. Dentro de 30 meses decorre a Cimeira de Paris, que – como define aquela organização de defesa de direitos humanos e ambientais – será a reunião que os líderes mundiais convocaram para determinar o destino dos nossos esforços para combater as alterações climáticas. Com o aquecimento da Terra, criam-se muitos pontos de inflexão que aceleram um aquecimento fora de controlo. Este derrete o gelo do mar Ártico, destruindo o espelho gigante branco que reflete o calor de volta para o espaço. assim, o oceano aquece maciçamente, derretendo mais gelo – num ciclo vicioso, como descreve a avaaz.org. Daí o apelo agora lançado pela organização. Nós podemos parar isso, se atuarmos rapidamente e todos juntos, insistem, pedindo para que seja assinada uma petição que pede que o planeta seja salvo. a Terra tem 30 meses para o fazer. E mais de 11 mil já tinham assinado o texto até este sábado, 22 de junho.