Mais de 80 por cento das mulheres que cultivam a terra na Nicarágua não têm acesso ao direito de propriedade dos terrenos. Para inverter esta situação, pediram auxí­lio ao governo espanhol
Mais de 80 por cento das mulheres que cultivam a terra na Nicarágua não têm acesso ao direito de propriedade dos terrenos. Para inverter esta situação, pediram auxí­lio ao governo espanhol a coordenadora da associação Mulheres Rurais da Nicarágua pediu ao governo espanhol que pressione o seu país a destinar uma parte dos fundos que recebe da agência Espanhola de Cooperação Internacional às agricultoras que não têm acesso ao direito de propriedade das terras de cultivo. Elas não têm terras e isso significa que estão muito limitadas e numa situação económica muito difícil, que gera problemas de fome e desnutrição no país, justificou Maria Teresa Fernandez, em declarações à Europa Press. O objetivo da dirigente é fazer com a Nicarágua cumpra com a legislação e assegure a dotação orçamental do Fundo para as Mulheres Rurais, que criou em 2010. Este organismo foi pensado para financiar com créditos de baixo juro a compra de terra por parte das mulheres, especialmente agora que o preço dos solos sofreu um aumento com a entrada no país de grandes produtores internacionais. as mulheres, em vez de serem produtoras, acabam convertidas em operárias nos monocultivos dos grandes produtores estrangeiros, que pagam 200 dólares [149 euros] pelo aluguer da terra e impedem-nas da possibilidade de competir pela posse dos terrenos, adiantou Teresa Fernandez. apesar de haver leis no país que reconhecem o direito das mulheres a aceder à titularidade agrária, elas não são cumpridas. Em geral, as mulheres são trabalhadoras da exploração ou arrendatárias, a troco de uma elevada percentagem da colheita conseguida, o que torna muito difícil que consigam sair da pobreza.