a Igreja sul-coreana dedica o mês de junho à oração pela reconciliação e paz entre as duas Coreias. após seis anos de relações cortadas entre os dois países, assistiu-se, mais uma vez, ao fracasso das negociações para reatamento do diálogo
a Igreja sul-coreana dedica o mês de junho à oração pela reconciliação e paz entre as duas Coreias. após seis anos de relações cortadas entre os dois países, assistiu-se, mais uma vez, ao fracasso das negociações para reatamento do diálogoDurante todo o mês de junho, a Igreja sul-coreana dedica parte da sua oração à paz e reconciliação na península coreana. São várias as iniciativas concretas que recordam aos fiéis a necessidade de rezarem continuamente pelo dom da paz, até porque teoricamente as duas estão em guerra. Sim, porque após o fim da guerra que as separou (1950-53), foi assinado não um tratado de paz, mas um armistício. Desde então, as relações entre os dois países foram marcadas por muita tensão, tensão que diminuiu a partir de 2000, quando o então Presidente, Kim Dae-jung, visitou o norte, visita esta que lhe valeu o Prémio Nobel da Paz. Porém, a Sunshine Policy (na qual o governo do sul apoiava o norte com significativas quantidades de ajuda humanitária sem exigir nada em troca) foi sol de pouca dura. as negociações com vista à desnuclearização da península coreana fracassaram e o norte apostou de novo na retórica bélica (com ensaios nucleares à mistura) com o objetivo de conseguir ajudas que lhe foram negadas desde que o anterior Presidente, Lee Myong-bak, assumiu o poder. Recentemente, esta retórica assumiu contornos apocalípticos, de tal proporção que o mundo inteiro temia o início de uma nova guerra. Mas a sul, a população, habituada a esta tática do ou me ajudas ou destruo-te completamente, continua vivendo o seu dia a dia com tranquilidade. Mas são muitos, não só os católicos, que rezam e esperam que a reconciliação e reunificação das Coreias venha a acontecer, sobretudo os de maior idade, muitos dos quais se recordam ainda dos horrores da Guerra e da separação. Entre as iniciativas mais práticas da Igreja coreana, encontramos a recitação de um mistério do terço antes da Eucaristia; uma oração pela reconciliação do povo coreano; uma intenção pela paz na oração dos fiéis da missa dominical; oração e simpósio pela unidade e reconciliação na Universidade Católica (dia 26), em Seul, e a Estrada da Paz na DMZ (zona desmilitarizada, na fronteira com o norte). Por fim, realiza-se uma peregrinação pela paz, que terá lugar de 26 de julho a 1 de agosto, com a participação de adolescentes e jovens, famílias, refugiados norte-coreanos, estrangeiros e cerca de duzentos voluntários.