amnistia Internacional recolheu testemunhos de dezenas de pessoas que dizem ter sido detidas, torturadas e vítimas de maus-tratos, pelas forças de segurança. Há ainda casos de execuções extra-judicais
amnistia Internacional recolheu testemunhos de dezenas de pessoas que dizem ter sido detidas, torturadas e vítimas de maus-tratos, pelas forças de segurança. Há ainda casos de execuções extra-judicais a amnistia Internacional (aI) denunciou esta sexta-feira, 7 de junho, a existência de graves violações dos direitos humanos sofridas por dezenas de pessoas no Mali, desde que o exército francês iniciou a sua intervenção, há cinco meses. O historial de abusos é atroz, lamentou Gaëtan Mootoo, o investigador da organização não governamental, que visitou o país recentemente. Durante a visita, a aI registou dezenas de casos de pessoas que haviam sido detidas, torturadas e submetidas a maus-tratos, por alegado envolvimento com os grupos armados. Foram ainda identificadas mais de 20 situações de execuções extra-judiciais ou desaparecimentos forçados. a delegação que se deslocou ao Mali falou com mais de 80 detidos na capital, Bamako, quase todos acusados de atos de terrorismo. Muitos queixaram-se de torturas e maus-tratos, e do impedimento no acesso a tratamento médico. Segundo a aI, pelo menos cinco reclusos morreram no centro de detenção, em abril último, em resultado das más condições de reclusão e da falta de cuidados médicos.