O governo britânico apresentou um pedido de desculpas às vítimas de tortura durante a independência do Quénia, há meio século, e aceitou pagar uma compensação pelos danos sofridos que pode ascender a um total de 23,5 milhões de euros
O governo britânico apresentou um pedido de desculpas às vítimas de tortura durante a independência do Quénia, há meio século, e aceitou pagar uma compensação pelos danos sofridos que pode ascender a um total de 23,5 milhões de euros Os mais de 5. 000 quenianos que integraram o movimento dos Mau Mau, durante o processo de descolonização do Quénia, vão receber uma indemnização do governo britânico no valor total de 23,5 milhões de euros. a compensação foi decidida esta semana, num acordo extrajudicial, que incluiu também um pedido formal de desculpas pelas atrocidades cometidas pelas autoridades coloniais nos anos 50 do século passado. O governo britânico lamenta sinceramente que estes abusos tenham ocorrido e que tenham entorpecido o avanço do Quénia em direção à independência. a tortura e os maus-tratos são violações abomináveis da dignidade humana, que condenamos sem reservas, afirmou o porta-voz da diplomacia britânica, William Hague. O primeiro-ministro, David Cameron, acrescentou que a Grã-Bretanha irá contribuir também para a construção em Nairobi de um memorial às vítimas de torturas e maus-tratos durante a era colonial. Quase 10 mil pessoas, segundo as estimativas mais baixas, morreram e dezenas de milhares foram detidas durante a brutal repressão da revolta dos Mau Mau, um movimento que surgiu entre elementos da etnia Kikuyu, a mais populosa do Quénia, para libertar o país do colonizador europeu.