a zona florestal da bacia do rio Congo está prestes a transformar-se numa das mais extensas plantações de palmeiras do continente africano. Os receios manifestados pelos ambientalistas não foram suficientes para travar o projeto
a zona florestal da bacia do rio Congo está prestes a transformar-se numa das mais extensas plantações de palmeiras do continente africano. Os receios manifestados pelos ambientalistas não foram suficientes para travar o projeto Uma empresa da Malásia, líder mundial na produção de óleo de palma, vai transformar 180 mil hectares de floresta virgem, na bacia do rio Congo, numa das maiores plantações de palmeiras de África. apesar das dúvidas levantadas pelos defensores do meio ambiente, o projeto já está em marcha. Esta semana foi plantada a primeira palmeira na localidade de Yengo, numa cerimónia que contou com a participação do Presidente Sassou Nguesso. Para o chefe de Estado da República Democrática do Congo (RDC), a plantação permitirá ao país reduzir drasticamente a importação de óleo vegetal. Nos próximos cinco anos, a empresa conta investir cerca de 567 milhões de euros no plantio e na construção das unidades de transformação. Quando começar a produção, prevista para 2017, os investidores esperam alcançar as 720 mil toneladas anuais. O mercado de óleo de palma tem registado um crescimento anual na ordem dos nove por cento. as grandes empresas do setor, na maioria asiáticas, já criaram plantações na Libéria, Gabão e Camarões. Neste último país, a nova cultura foi prontamente contestada pelos agricultores e pelas associações ambientalistas. Em muitos casos, segundo a agência Misna, a ocupação da selva com fins industriais tem acabado por privar as comunidades locais dos meios de sustento e causado danos irreversíveis no meio ambiente.