Um ataque às instituições religiosas de Bangassou, na República Centro-africana, deixou os missionários sem medicamentos e sem meios para se deslocarem. apesar da insegurança que se vive na região, os evangelizadores recusam abandonar «os mais pobres»
Um ataque às instituições religiosas de Bangassou, na República Centro-africana, deixou os missionários sem medicamentos e sem meios para se deslocarem. apesar da insegurança que se vive na região, os evangelizadores recusam abandonar «os mais pobres» Os missionários da diocese de Bangassou, na República Centro-africana, ficaram sem muitos bens essenciais e sem meios para se deslocarem, depois de terem sido assaltados por elementos de grupos rebeldes. Mesmo assim, insistem em ficar ao lado dos que mais precisam. Roubaram tudo: 28 carros, três motos, todos os medicamentos da farmácia, saquearam a pediatria, a casa das irmãs Franciscanas e a dos padres do Espírito Santo, mas o importante é ficar aqui, junto dos pobres, afirmou o bispo Juan aguirre Munõs. Não estamos a fazer um drama porque não é a primeira vez que estas coisas acontecem connosco. Não fomos os primeiros a experimentar momentos de violência e dor tão grandes, nem seremos os últimos. Por isso, resistiremos como os apóstolos que disseram: É uma honra ser espancado por causa do Senhor’, acrescentou o prelado, em declarações à agência Fides. Segundo Munos, o país continua mergulhado num caos porque os rebeldes da coligação Séléka após tomarem o poder ainda não foram capazes de colocar em funcionamento a máquina administrativa. a maioria dos funcionários, na verdade, ainda está escondida por medo de represálias e não há dinheiro para lhes pagar. Um episódio recente ilustra bem a instabilidade que se vive no país. Um grupo de jovens foi recrutado em Tombura, no Sudão do Sul, por um oficial do antigo exército centro-africano para ir lutar contra os homens da Séléka. Foram-lhes prometidos 150 dólares para irem lutar na República Centro-africana, mas eles foram intercetados apenas cruzaram a fronteira para Obo, talvez por tropas ugandenses. Nove jovens foram mortos e outros capturados. a Cruz Vermelha levou para Tombura 33 ainda vivos e os corpos dos nove que morreram, relatou o bispo.