Um grupo de missionárias e missionários recém-chegados a Moçambique está a concluir o curso de inclusão cultural no Centro Catequético do Guiúa. a ação de formação tem como objetivo ajudar à sua integração na realidade moçambicana
Um grupo de missionárias e missionários recém-chegados a Moçambique está a concluir o curso de inclusão cultural no Centro Catequético do Guiúa. a ação de formação tem como objetivo ajudar à sua integração na realidade moçambicanaPara responder à necessidade, tão sentida por parte dos novos missionários, de conhecer a realidade do país para onde foram destinados, o Centro do Guiúa, diocese de Inhambane, organizou o 15º curso de integração para os missionários recém-chegados a Moçambique que se conclui sexta-feira, 7 de junho. a ação de formação tem como objetivo facilitar o conhecimento sobre a realidade cultural, social, política e religiosa de Moçambique, com um estudo inicial da história de Moçambique e da Igreja, da cultura e das linhas pastorais da Igreja. O curso está aberto a todas as dioceses e dura duas semanas. Este ano inscreveram-se no curso 15 missionários, de três continentes. Os religiosos oriundos do Brasil são em maior número, confirmação de que o país com mais católicos no mundo é a maior fonte de exportação de missionários para Moçambique, na última década. a proximidade linguística e cultural e a crescente consciência missionária da Igreja brasileira são fatores que explicam esta tendência.como os missionários europeus do passado, também hoje, os missionários oriundos de outros continentes sentem dificuldades na sua inserção missionária com um contexto cultural, eclesial e político diferentes. O trabalho de evangelização pressupõe um esforço de contextualização e inculturação, através de um paciente trabalho de introdução na cultura local, sem o qual se pode comprometer o anúncio do Evangelho e a própria presença missionária. Para evitar que se corram estes riscos, é necessário que o missionário conheça Moçambique e o homem moçambicano. Durante o curso, na partilha dentro e fora da sala, os novos evangelizadores preparam-se para fazer parte da realidade. Trata-se de conhecer o terreno que pisam, a casa onde habitam, o contexto comunitário onde são chamados a evangelizar.