Profundamente frustrada e dececionada pelo facto de o Conselho de Segurança não tomar qualquer ação contra os responsáveis por crimes de guerra no Darfur, a procuradora do TPI salientou que, enquanto isso, a situação das vítimas «vai de mal a pior»

Profundamente frustrada e dececionada pelo facto de o Conselho de Segurança não tomar qualquer ação contra os responsáveis por crimes de guerra no Darfur, a procuradora do TPI salientou que, enquanto isso, a situação das vítimas «vai de mal a pior»
a procuradora-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI) notou que esta instituição fez a sua parte, cabendo ao Conselho de Segurança das Nações Unidas conviver com as expectativas legítimas das vítimas do Darfur, nomeadamente que os indivíduos alegadamente responsáveis pelo seu sofrimento diário sejam levados à justiça, sublinhou Fatou Bensouda numa reunião deste organismo, realizada quarta-feira, 5 de junho. Esses indivíduos são uns poucos, entre uma população de milhões de pessoas que continua a suportar um sofrimento diário incalculável, declarou Fatou Bensouda, implorando aos membros do Conselho que atuem com coragem e convicção, adotando as medidas necessárias dentro do seu mandato para garantir que os fugitivos sudaneses sejam levados à justiça mais cedo ou mais tarde. Em 2005, o Conselho de Segurança pediu ao Tribunal de Haia que investigasse crimes de guerra no Darfur, depois de um inquérito da ONU encontrar violações graves do direito internacional e de direitos humanos.