a nova lei determina que a falta de recrutas seja colmatada com a realização de um sorteio a nível nacional. Quem for selecionado e recusar a incorporação paga uma multa pesada, uma exceção que só estará ao alcance dos mais abastados
a nova lei determina que a falta de recrutas seja colmatada com a realização de um sorteio a nível nacional. Quem for selecionado e recusar a incorporação paga uma multa pesada, uma exceção que só estará ao alcance dos mais abastados Esta nova norma não resolve nada. O serviço militar sempre foi e continua a ser destinado a quem tem menos recursos, afirma Eduardo Geovanni acate, diretor executivo da Rádio Oriente, a emissora do vicariato apostólico de Yurimaguas, na amazónia peruana, em reação à entrada em vigor da lei que prevê a realização de um sorteio nacional para suprir a falta de voluntários nas forças armadas do Peru. O serviço militar era voluntário desde 1998. De acordo com a nova legislação, quem for sorteado não pode negar-se a entrar num dos ramos das forças armadas, por um ou dois anos, a menos que pague uma multa pesada que poucos pobres podem suportar. Essa é a razão que leva Geovanni acate a considerar a norma discriminatória: Dizem que o serviço militar continua a ser voluntário, mas isso é só um ideal. O diploma prevê que quem cumpra o serviço militar tenha vantagens para frequentar escolas das forças armadas e da polícia nacional, pagando propinas mais baixas, e tendo acesso a estudos especializados em determinadas áreas. Mas segundo fontes militares, citadas pela agência Misna, só o pessoal destacado em Lima poderá efetivamente frequentar os cursos. Os soldados colocados nas zonas de conflito jamais terão essa possibilidade. O sorteio far-se-á, as forças armadas recebem o dinheiro de quem recusar, e uma vez mais o serviço militar será cumprido pelos mesmos de sempre, lamenta acate.