O auxí­lio aos pequenos agricultores e a capacitação das mulheres rurais são fundamentais para melhorar a segurança alimentar global, defendem os responsáveis das Nações Unidas
O auxí­lio aos pequenos agricultores e a capacitação das mulheres rurais são fundamentais para melhorar a segurança alimentar global, defendem os responsáveis das Nações Unidas a chave para combater a fome e a pobreza nos países em desenvolvimento passa pelo investimento responsável por parte dos governos e do setor privado no desenvolvimento agrícola e rural sustentáveis, afirmam os líderes as três agências das Nações Unidas, ligadas ao setor agrícola e da alimentação. Dando como exemplo a África Subsariana, onde o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) gerado pela agricultura se tem revelado onze vezes mais eficaz na redução da pobreza do que outros setores, os responsáveis sublinham que é tempo de investir nos agentes cruciais de mudança: os pequenos produtores e as suas organizações, os agricultores familiares, os pescadores, os criadores de gado, os silvicultores, os trabalhadores rurais, os empreendedores e os povos indígenas. Para José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura (FaO), Kanayo Nwanze, presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento agrícola (IFaD) e Ertharin Cousin, diretora executiva do Programa alimentar Mundial (PaM), que estiveram reunidos no âmbito da 5a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento africano (TICaD V) em Yokohama, no Japão, é fundamental que a segurança alimentar e a nutrição sejam colocadas no centro da agenda internacional para o desenvolvimento africano. Os três concordaram que a fome, a subnutrição e a pobreza extrema devem continuar no centro da agenda pós-2015, data limite dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, e expressaram a sua confiança de que o mundo pode ultrapassar o duplo flagelo da pobreza e da fome dentro de uma geração. No entanto, lançaram o aviso de que tal não será alcançado se não houver uma resposta eficaz às causas subjacentes da desigualdade de género e se não forem levantadas as barreiras à capacitação das mulheres – que são os principais produtores, processadores e comerciantes de alimentos em África, apesar de 85 por cento da terra agrícola pertencer aos homens.