O secretário-geral das Nações Unidas saudou o acordo alcançado entre o governo birmanês e a Organização para a Independência de Kachin, apelidando-o de primeiro passo para a reconciliação no país. Já há mais de 75 mil deslocados pelo conflito
O secretário-geral das Nações Unidas saudou o acordo alcançado entre o governo birmanês e a Organização para a Independência de Kachin, apelidando-o de primeiro passo para a reconciliação no país. Já há mais de 75 mil deslocados pelo conflito Ban Ki-moon quis sublinhar que o acordo entre Mianmar (o nome com que o regime militar rebatizou a Birmânia) e os independentistas pode ser um passo primeiro para reconciliar as comunidades budista e muçulmana. De acordo com relatos da comunicação social, o plano alcançado pelas duas partes inclui um acordo de sete pontos para um cessar-fogo preliminar. Também se concordou em estabelecer um diálogo político e realizar conversações para promover o realojamento de mais de 75 mil pessoas deslocadas desde que os confrontos se iniciaram há quase dois anos entre forças governamentais e a KIO. O secretário-geral [da ONU] nota que o acordo de sete pontos é uma conquista significativa, que poderá lançar as bases para um verdadeiro processo de reconciliação nacional no país, explicou o porta-voz de Ban Ki-moon. Ele elogia os líderes de ambas as delegações pela sua coragem e perseverança. E também espera que este acordo permita que as duas partes resolvam os problemas e as necessidades das pessoas do Estado de Kachin.