Meninas são consideradas uma fonte de riqueza no Sudão do Sul. assim que atingem a puberdade, são entregues ao noivo, em troca de cabeças de gado. Quase metade das raparigas com idades entre os 15 e os 19 anos já são casadas
Meninas são consideradas uma fonte de riqueza no Sudão do Sul. assim que atingem a puberdade, são entregues ao noivo, em troca de cabeças de gado. Quase metade das raparigas com idades entre os 15 e os 19 anos já são casadas a lei no Sudão do Sul estabelece os 18 anos como idade mínima para o casamento, prevê penas de prisão para quem não a cumprir, mas a tradição de grande parte das comunidades continua a ignorar esta norma. Segundo o Ministry of Gender and Child affairs, 48 por cento das meninas sul-sudanesas com idades entre os 15 e os 19 anos já são casadas e algumas têm apenas 12 anos. a explicação para tão grande quantidade de casamentos precoces está no rendimento que ele geram para as famílias. Logo que atingem a puberdade, as raparigas são consideradas mulheres e os pais não hesitam em entregá-las para esposas, em troca de vacas. Na origem desta desigualdade de género, segundo vários ativistas citados pela agência Misna, está a aplicação do direito consuetudinário, que transforma os costumes em leis, sem a necessidade de as passar ao papel, de as aprovar ou promulgar. Este sistema permite aos líderes locais, na sua maioria homens, de interpretar as leis’ a seu gosto, o que tem gerado grande controvérsia, uma vez que muitos casos de direito consuetudinário são considerados injustos.