Compromisso assumido na cimeira da União africana promete uma África livre de conflitos até 2020. O acordo prevê o combate à proliferação de armas ligeiras e às disparidades sociais e económicas
Compromisso assumido na cimeira da União africana promete uma África livre de conflitos até 2020. O acordo prevê o combate à proliferação de armas ligeiras e às disparidades sociais e económicas Os chefes de Estado e de governo da União africana (Ua) comprometeram-se a trabalhar para acabar com as guerras em África, até 2020, numa declaração conjunta, assinada na cimeira que terminou segunda-feira, 25 de maio, em adis abeba, na Etiópia. a nossa determinação é alcançar a meta duma África livre de conflitos, tornar a paz numa realidade para todos os nossos povos e livrarmos o continente das guerras, conflitos civis, violação de direitos humanos, desastres humanitários, conflitos violentos e evitar genocídios, pode ler-se no documento. apostados em não deixar o fardo dos conflitos para as próximas gerações, os estadistas prometem atacar as causas que estão na origem dos confrontos, incluindo as disparidades sociais e económicas e as situações de impunidade. E propõem-se erradicar os motivos emergentes de conflitos, como a pirataria, o tráfico de narcóticos e de seres humanos, o extremismo, as rebeliões armadas, o terrorismo, os crimes transnacionais e os cibercrimes. Na declaração, os líderes africanos assumem ainda o compromisso de manter a África livre de armas nucleares, de apelar ao desarmamento nuclear ao nível mundial, e assegurar uma aplicação efetiva dos acordos sobre as minas terrestres e a não proliferação de armas ligeiras e de pequeno calibre. O encontro coincidiu com a celebração dos 50 anos da Organização da Unidade africana (OUa), mais tarde transformada em Ua.