Os civis no Sudão estão a pagar o maior preço na guerra entre forças do governo e rebeldes, avisaram as Nações Unidas, pedindo um apoio mais sustentável para as populações deslocadas, muitas das quais têm vivido em campos há uma década
Os civis no Sudão estão a pagar o maior preço na guerra entre forças do governo e rebeldes, avisaram as Nações Unidas, pedindo um apoio mais sustentável para as populações deslocadas, muitas das quais têm vivido em campos há uma década Quer se trate do Darfur, de Kordofan do Sul e do Nilo azul, o que é necessário, acima de tudo, é que a luta pare e que os conflitos sejam resolvidos por meios pacíficos, insistiu a subsecretária-geral para os assuntos Humanitários, Valerie amos, em Cartum. Valerie amos disse que queria verificar em primeira mão as operações humanitárias no país, e – dadas as relações, às vezes difíceis, entre o Governo do Sudão e as Nações Unidas, em questões humanitárias – trabalhar para construir a confiança de quem, como nós, está numa posição mais forte para ajudar a atender as necessidades humanitárias das pessoas no Sudão. Numa visita de quatro dias, Valerie amos viu de perto a situação humanitária no Darfur, que recebeu um fluxo de cerca de 300 mil pessoas até ao momento, só este ano, de acordo com as estimativas das Nações Unidas, um número superior ao total de pessoas deslocadas nos últimos dois anos anos.