Ban Ki-moon visitou o leste da República Democrática do Congo e pediu a todos os líderes da região africana dos Grandes Lagos para apoiarem o acordo de paz recém-assinado que visa garantir a segurança e o desenvolvimento do país
Ban Ki-moon visitou o leste da República Democrática do Congo e pediu a todos os líderes da região africana dos Grandes Lagos para apoiarem o acordo de paz recém-assinado que visa garantir a segurança e o desenvolvimento do país Temos a melhor oportunidade, em vários anos, para trazer a paz e a calma à região, sublinhou o secretário-geral da ONU à chegada a Goma, a principal cidade do leste da República Democrática do Congo (RDC), depois dos combates da última terça-feira, 21 de maio, entre tropas governamentais (FaRDC) e os rebeldes do movimento 23 de março (M23). Estamos aqui para apoiar um quadro de paz, segurança e cooperação para a República Democrática do Congo e para a região, reafirmou Ban Ki-moon, em declarações à imprensa, na quinta-feira, 23 de maio, após uma visita ao hospital Heal africa, que recebe e trata vítimas de violência sexual. O secretário-geral das Nações Unidas referia-se ao acordo mediado pela organização com 11 países, que foi apelidado de quadro de esperança, por Mary Robinson, a enviada especial aos Grandes Lagos por Ban Ki-moon. Este quadro tem como objetivo abordar as causas da violência. além disso, a brigada de intervenção recentemente constituída na Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas no país (MONUSCO) é projetada para trazer uma maior estabilidade e proteção aos civis. Mas isso é apenas um elemento de um processo político muito maior. Um acordo de paz deve trazer dividendos de paz – saúde, educação, emprego, oportunidade.