Organização de defesa dos direitos humanos acusa as empresas mineiras de estarem a dificultar o acesso da população à alimentação, à água e ao trabalho, na província de Tete. Muitos agricultores estão a abandonar as suas aldeias
Organização de defesa dos direitos humanos acusa as empresas mineiras de estarem a dificultar o acesso da população à alimentação, à água e ao trabalho, na província de Tete. Muitos agricultores estão a abandonar as suas aldeias Depois do alerta das Nações Unidas, é agora a organização internacional Human Rights Watch (HRW) a denunciar os efeitos nocivos dos investimentos no setor do carvão, por parte de duas empresas estrangeiras – uma brasileira e outra australiana -, na província de Tete, em Moçambique. as populações sentem cada vez mais dificuldade no acesso à alimentação, à água e ao trabalho, e acabam por ser forçadas a deslocar-se para outras paragens. as comunidades estão a viver períodos de incerteza alimentar ou ficam na dependência direta das empresas, refere a HRW, alertando para o facto da implementação das políticas governamentais para o setor mineiro e o papel das companhias de extração em zonas habitadas essencialmente por agricultores estarem a forçar a deslocação das respetivas populações para zonas áridas, longe dos rios e dos mercados. No relatório divulgado esta quinta-feira, 23 de maio, pela agência Lusa, refere-se que o problema que está a afetar 1. 429 residentes em Tete, uma província onde se estima possam vir a ser extraídas 23 mil milhões de toneladas de carvão, de acordo com informações governamentais divulgadas em 2012. a HRW pede ainda ao governo moçambicano que trabalhe em conjunto com as empresas, para garantir aos agricultores deslocados o acesso a terras férteis.