amade Oueremi é apontado como autor de crimes graves durante a época de crise pós-eleitoral. Foi preso após intensos combates com soldados do exército regular, junto à fronteira com a Libéria
amade Oueremi é apontado como autor de crimes graves durante a época de crise pós-eleitoral. Foi preso após intensos combates com soldados do exército regular, junto à fronteira com a Libéria O temido líder rebelde oriundo do Burkina Faso, amade Oueremi, foi detido pelas Forças Republicanas da Costa do Marfim – o novo exército regular – após intensos confrontos na zona do Monte Peko, na densa selva do oeste do país, próximo da fronteira com a Libéria. O detido é suspeito de crimes graves, cometidos durante a época de crise pós-eleitoral, entre 2010 e 2011. O ataque à base dos rebeldes começou a semana passada, após a mobilização de polícias e soldados do Batalhão de Segurança do Oeste (BSO), para tentar apanhar Oueremi e os seus combatentes, que se estimavam em várias centenas. Depois de muitas horas de combates, o suspeito foi detido, junto com um dos seus principais guarda-costas, e os rebeldes foram desarmados. amade Oueremi é acusado por organizações locais e internacionais de defesa dos direitos humanos de ser responsável pelo massacre de 29 de março de 2011, em Duékoué, durante a disputa entre o atual Presidente, alassane Ouattara, e o seu antecessor, Laurent Gbagbo. Terá apoiado durante anos outros grupos rebeldes, e dominado durante muito tempo o lucrativo comércio do cacau e do café, na Costa do Marfim. a insegurança que se vive na zona oeste do país, agravada pelas tensões étnicas, continua a ser um dos principais desafios do governo de Ouattara. O mês passado, segundo a agência Misna, o Presidente visitou a região pela primeira vez desde que subiu ao poder, e comprometeu-se a lutar contra os grupos armados e os ocupantes ilegais das terras de cultivo.