Os primeiros elementos da brigada de intervenção das Nações Unidas começaram a instalar-se na capital da província do Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. a força militar tem autorização para efetuar operações ofensivas
Os primeiros elementos da brigada de intervenção das Nações Unidas começaram a instalar-se na capital da província do Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. a força militar tem autorização para efetuar operações ofensivas Chegaram a Goma os primeiros 100 soldados tanzanianos que fazem parte do contingente de militares africanos que constituirão a brigada de intervenção da ONU, criada pelo Conselho de Segurança, no último mês de março. No total, a Tanzânia mobilizará 1. 280 efetivos para o leste da República Democrática do Congo (RDC).com os elementos disponibilizados também pela África do Sul e pelo Malawi, a força contará com mais de 3. 000 militares, que podem efetuar operações ofensivas contra os numerosos grupos armados ativos na província mineira do Kivu do Norte. até agora, tem estado no terreno a MONUSCO, a maior missão de paz da ONU em todo o mundo, que está mandatada para defender e proteger a população congolesa, mas a sua atuação tem sido criticada com frequência. a semana passada, um observador de nacionalidade paquistanesa morreu na sequência de um ataque a uma coluna militar, na província vizinha do Kivu do Sul. E desde que foi anunciada uma nova brigada da ONU para a região, as tensões voltaram a subir nas duas províncias. Os rebeldes do Movimento 23 de março (M23) são os que mais se têm manifestado contra a presença dos militares africanos. Os líderes do grupo enviaram cartas ameaçadoras aos três governos envolvidos e, segundo a agência Misna, estão a promover campanhas para convencer a população a opor-se aos capacetes azuis. O M23 também se retirou das negociações de paz com o governo congolês. Nos últimos dias têm surgido informações do aumento do número de deserções nas fileiras do M23, quer de soldados, quer de oficiais. De acordo com o governador do Kivu do Norte, Julien Paluku, mais de 500 já se entregaram aos militares da MONUSCO, só na região de Rutshuru. No entanto, um relatório recente da ONU confirma que o grupo rebelde está a recrutar menores à força, para combaterem. Um milhar de congoleses terá fugido para o Uganda para evitar o recrutamento.