O mandato da missão Política das Nações Unidas na Guiné-Bissau deve ser ajustado para apoiar um processo em duas fases que passa pela plena restauração da ordem constitucional e a estabilidade a médio prazo no país, depois do golpe militar de 2012

O mandato da missão Política das Nações Unidas na Guiné-Bissau deve ser ajustado para apoiar um processo em duas fases que passa pela plena restauração da ordem constitucional e a estabilidade a médio prazo no país, depois do golpe militar de 2012
Depois da Guiné-Bissau ter enfrentado um golpe militar no ano passado, um relatório apresentado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, aponta para o ajustamento do mandato da missão política da organização no país. É importante que o sistema das Nações Unidas e os seus parceiros subregionais, regionais e internacionais trabalhem juntos para sustentar um Estado responsável, legítimo e eficaz, operando como um Estado de direito e capaz de fornecer segurança, serviços básicos e oportunidades económicas ao seu povo, aponta o relatório. O representante especial do secretário-geral e responsável do gabinete integrado das Nações Unidas para o restabelecimento da paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS, na sigla inglesa), José Ramos Horta, que conduziu uma avaliação ao mandato da representação, que ficou refletida no texto, disse ao Conselho de Segurança, esta quinta-feira, 9 de maio, que se for dado o apoio necessário a programas mais proativos de diplomacia preventiva, a Guiné-Bissau poderá vir a tornar-se um exemplo brilhante de uma história de sucesso. Os militares tomaram o poder a 12 de abril de 2012, na Guiné-Bissau, recusando um regresso à ordem constitucional anterior. O antigo Presidente timorense e prémio Nobel da paz, Ramos Horta foi nomeado por Ban Ki-moon para procurar uma solução política duradoura para a crise.