Representante do Vaticano só por casualidade não ficou ferido no atentado contra uma igreja da Tanzânia.comovido com a tragédia, afirma que os cristãos e muçulmanos continuam a querer viver em paz
Representante do Vaticano só por casualidade não ficou ferido no atentado contra uma igreja da Tanzânia.comovido com a tragédia, afirma que os cristãos e muçulmanos continuam a querer viver em paz alguns grupos extremistas tornaram-se mais fortes, só que a Tanzânia continuará a ser uma terra de diálogo, onde os cristãos e os muçulmanos querem viver juntos e em paz, disse à agência Misna o arcebispo Francisco Padilha, Núncio apostólico na Tanzânia, após ter escapado ileso, por uma mera casualidade, ao atentado bombista numa igreja de arusha. O balanço de vítimas provocadas pela explosão elevou-se para dois mortos e cerca de 60 feridos. Os investigadores policiais ainda não deram pormenores sobre o ataque, mas várias testemunhas revelaram que um motociclista se aproximou do templo, que estava a ser inaugurado, e lançou uma granada para a entrada da igreja, onde se concentrava a multidão, no domingo, 5 de maio. O arcebispo de arusha e toda a Igreja da Tanzânia estão emocionados, mas a maioria dos habitantes deste país crê na paz e no respeito mútuo entre religiões, adiantou o Núncio. No último ano, os casos de violência religiosa têm contribuído para fazer aumentar o clima de insegurança. Em outubro de 2012, foram atacadas várias igrejas de um dos bairros mais pobres de Dar es Salaam, habitado sobretudo por muçulmanos. Em fevereiro último, um sacerdote católico foi assassinado à porta da igreja, em Zanzibar. São elementos radicais que entraram na Tanzânia com o objetivo de alimentar o caos e que, em alguns casos, podem ser instrumentalizados para fins políticos, lamentou Francisco Padilha.