O Conselho de Segurança condenou duramente o ataque em abyei contra uma coluna das Nações Unidas, no qual morreram um chefe tribal e um soldado da força de paz da missão da ONU. Crescentes tensões étnicas fazem temer pela segurança na região
O Conselho de Segurança condenou duramente o ataque em abyei contra uma coluna das Nações Unidas, no qual morreram um chefe tribal e um soldado da força de paz da missão da ONU. Crescentes tensões étnicas fazem temer pela segurança na região Uma coluna das Nações Unidas foi atacada provocando a morte de um militar da Força de Segurança Interina para abyei (UNISFa, na sigla inglesa) e de Kuol Deng Kuol, chefe tribal dos Ngok Dinka. O ataque por indígenas das tribos pastoris dos Misseriya ao comboio humanitário da ONU resultou naquelas duas mortes e em mais dois feridos entre os capacetes azuis da ONU. Num comunicado divulgado esta segunda-feira, os 15 membros do Conselho de Segurança expressaram as suas condolências às famílias enlutadas e reiteraram o seu total apoio à UNISFa, apelando a todas as partes na região de abyei para exercerem a máxima contenção, para que cooperem plenamente com a missão e que usem mecanismos em prática para facilitar uma investigação eficaz aos atos de violência. Também o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se juntou na condenação a este ataque. O Conselho de Segurança saudou ainda o anúncio do governo sudanês que prometeu uma investigação ao incidente, urgente, transparente, completa e justa, bem como o compromisso do governo do Sudão do Sul para com a UNISFa. a região de abyei, apesar de reclamada pelo Sudão do Sul, é controlada pelo Sudão.