apesar dos vários acordos internacionais, continua a faltar um sistema eficaz de troca de informações entre países, denunciam os especialistas das Nações Unidas
apesar dos vários acordos internacionais, continua a faltar um sistema eficaz de troca de informações entre países, denunciam os especialistas das Nações Unidas Dezenas de milhares de pessoas correm o risco de cair nas malhas das redes de tráfico de seres humanos no sudeste asiático, apesar dos esforços dos governos para responder a este flagelo. Os últimos dados disponibilizados em 2012 pela agência da ONU contra a Droga e o Delito (UNDOC) revelaram a existência de mais de 10. 000 casos de tráfico de pessoas no sudeste da Ásia e no Pacífico, entre 2007 e 2010. Porém, nos dias de hoje, desconhece-se a dimensão da situação, segundo vários especialistas em direitos humanos. Ninguém conseguiu demonstrar de forma convincente a magnitude do problema e muito menos encontrar soluções para fazer-lhe frente, afirmou à ONU Sverre Molland, um professor universitário australiano, especializado na problemática do tráfico de pessoas. Os dez Estados membros da associação de Nações do Sudeste asiático assinaram diversos memorandos de entendimento para a troca de informações entre governos, mas na prática estes acordos não estão a funcionar. Em muitos casos de tráfico, não existe nenhuma resolução porque não há cooperação, apesar dos acordos em vigor, alertou Sean Loney, responsável pelas operações de uma organização não governamental de luta contra a exploração de seres humanos, com sede no Camboja. acresce a esta falta de partilha de informação o facto de na maior parte destes países o tráfico de pessoas não ser encarado como uma prioridade, o que torna muito difícil a angariação de fundos para projetos de prevenção e combate ao crime.