O segundo ataque das tropas israelitas contra instalações militares Sírias foi classificado pelo regime de Bashar al-assad como «uma agressão perigosa», que abre a porta «a todas as possibilidades»

O segundo ataque das tropas israelitas contra instalações militares Sírias foi classificado pelo regime de Bashar al-assad como «uma agressão perigosa», que abre a porta «a todas as possibilidades»

a comunidade internacional deve saber que a situação complexa na região se tornou mais perigosa após esta agressãodisse este domingo, 5 de maio, em Damasco, o ministro da Informação sírio, Omran al-Zohbi, numa declaração a condenar o segundo ataque de Israel contra instalações militares nos arredores da capital da Síria. O governo israelita alega estar a tentar impedir uma transferência de armas para o Hezbollah libanês, mas o executivo de Bashar al-assad encara estes ataques como um apoio aos rebeldes. O governo da República Árabe Síria confirma que esta agressão abre a porta a todas as possibilidades, em particular porque não deixa mais dúvidas a respeito da realidade das conexões que existem entre todos os componentes envolvidos na guerra contra a Síria, afirmou al-Zohbi. Numa carta enviada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o regime de Damasco acusa Israel de apoiar os rebeldes, principalmente a Frente al-Nosra, braço sírio da al-Qaeda, que combate das forças de assad há cerca de dois anos. Preocupado com uma possível escalada do conflito após os ataques aéreos de Israel, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou um apelo a todas as partes envolvidas para que mantenham a máxima tranquilidade e contenção e atuem de forma responsável para evitar uma escalada do que já é um conflito devastador e muito perigoso. Ban Ki-moon pediu ainda respeito pela soberania nacional e pela integridade territorial de todos os países da região, bem como a aplicação de todas as resoluções do Conselho de Segurança.