Esforços mais recentes do governo birmanês em resolver a violência sectária que irrompeu em 2012 no estado de Rakhine merecem o aplauso da ONU. Mas muito mais precisa de ser feito para acabar com a discriminação e prender os criminosos responsáveis
Esforços mais recentes do governo birmanês em resolver a violência sectária que irrompeu em 2012 no estado de Rakhine merecem o aplauso da ONU. Mas muito mais precisa de ser feito para acabar com a discriminação e prender os criminosos responsáveisO relator especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos em Mianmar (Birmânia), Tomás Ojea Quintana, afirmou que, embora as recomendações do relatório da Comissão de Investigação sobre Rakhine abordem a situação humanitária na região, ainda se verifica uma restrição aos movimentos da comunidade muçulmana em particular.
O relatório da Comissão de Investigação contém muitas recomendações que valem a pena implementar, que encorajo o governo birmanês a fazê-lo, disse Ojea Quintana, depois de analisar as recomendações da Comissão de 27 membros, criada no ano passado pelo Presidente Thein Sein, na sequência da violência entre budistas e muçulmanos que se iniciaram em junho de 2012 e depois novamente em outubro.
Essas recomendações incluem medidas para abordar a terrível situação humanitária nos campos de muçulmanos de pessoas deslocadas internamente, como a superlotação, o acesso a água e saneamento, o risco de doenças, a segurança alimentar e a desnutrição infantil, bem como a melhoria no acesso à educação e a meios de subsistência