«O problema financeiro de África é um problema de governação. a ajuda está a destruir África. Os países dependem cada vez mais desta ajuda estrangeira», afirmou o nigeriano aniedi Okure
«O problema financeiro de África é um problema de governação. a ajuda está a destruir África. Os países dependem cada vez mais desta ajuda estrangeira», afirmou o nigeriano aniedi OkureÁfrica é apresentada, demasiadas vezes, como o continente de todos os males. Mas ela já não é hoje o que era há 15 anos, afirmou o congolês antoine Dathol, na reunião da rede África/Europa, Fé e justiça. a decorrer em Bruxelas, de 22 a 25 de abril, o evento celebra 25 anos da organização, conhecida com a sigla inglesa aEFJN. Os mais de trinta participantes provenientes de África, Europa e américa, propõem-se elaborar um plano de ação para os próximos anos.

Entre os vários temas que estão em cima da mesa, contam-se os problemas relacionados com a apropriação das terras, usurpação dos recursos naturais, comércio, desflorestação e problemas relativos à água e à segurança alimentar. além dos prejuízos ambientais, o aproveitamento dos recursos naturais pouco ou nada contribuem para melhorar as condições de vida das pessoas, nem para criar as infraestruturas de que muitos países africanos estão carenciados. a riqueza que se produz não reverte a favor da população. Daí a urgência de rever a legislação e, sobretudo, de rever os acordos com a União Europeia e outros organismos internacionais.

as ajudas externas frequentemente tornam-se prejudiciais. Por um lado, acontece que, passados mais ou menos seis meses depois da receção dessas ajudas, um terço ou mais do dinheiro já está fora do país. Por outro lado, em vez do povo desenvolver programas de desenvolvimento e arregaçar as mangas, habituam-se a esperar a ajuda exterior. É urgente dar ao povo a possibilidade de gerir a ajuda.