Com a Semana Mundial da Imunização prestes a começar, a Organização Mundial de Saúde está a lançar um alerta no qual refere que é necessária uma melhor logí­stica para a distribuição de vacinas, de forma a proteger as crianças dos países em desenvolvimento
Com a Semana Mundial da Imunização prestes a começar, a Organização Mundial de Saúde está a lançar um alerta no qual refere que é necessária uma melhor logí­stica para a distribuição de vacinas, de forma a proteger as crianças dos países em desenvolvimento a Semana Mundial da Imunização inicia no próximo sábado, 20 de abril. Para assinalar a iniciativa, Organização Mundial de Saúde (OMS) está a lançar um alerta sobre os impactos que a falta de logística tem para a distribuição e aplicação de vacinas em todo o mundo. Segundo a agência da ONU, um melhor fornecimento e sistema logístico são essenciais para alcançar 22 milhões de crianças de países em desenvolvimento que ainda não estão protegidas de doenças.
Regina Ungerer, médica da OMS, explicou algumas das dificuldades enfrentadas por vários países, como Moçambique e Brasil. Em Moçambique, um país muito afetado pelas inundações, às vezes não existem estradas que permitam percorrer as províncias para vacinar crianças ou até mesmo para fazer chegar a vacina àqueles locais, exemplificou a profissional, citada pela Rádio das Nações Unidas.
Na amazónia, para vacinar todas as populações indígenas, às vezes são necessários 14 dias para chegar de barco a alguma aldeia.como manter uma vacina ao longo destes dias? Cada uma tem a sua temperatura ideal em que deve ser mantida. Estas coisas têm que ser bem estruturadas. É necessária uma logística bem organizada, acrescentou Regina Ungerer.
a OMS, Unicef, aliança Gavi e a Fundação Bill & Melinda Gates desenharam em conjunto um plano para reforçar os sistemas de imunização. Uma das propostas passa por criar embalagens especiais para que as vacinas possam ser transportadas até quatro dias sem refrigeração. São sugeridos ainda o aperfeiçoamento dos sistemas de informação e registo de crianças, a utilização de armazéns móveis para distribuir vacinas em sistemas remotos e o uso de tecnologia móvel para melhor controlo do número de vacinas.