O arcebispo de Bangui ficou desolado com o cenário que encontrou numa visita a dois bairros da capital da República Centro-africana. Dieudonné Nzapalainga viu uma cidade vazia e cruzou-se com vários carros, conduzidos pelos rebeldes, cheios de objetos roubados à população
O arcebispo de Bangui ficou desolado com o cenário que encontrou numa visita a dois bairros da capital da República Centro-africana. Dieudonné Nzapalainga viu uma cidade vazia e cruzou-se com vários carros, conduzidos pelos rebeldes, cheios de objetos roubados à populaçãoBangui é uma cidade morta. Há pouca gente nas ruas e muitas pessoas estão a refugiar-se nos hospitais para fugirem à violência, desabafou o arcebispo de Bangui, Dieudonné Nzapalainga, depois de uma deslocação aos dois bairros da capital onde ocorreram os graves incidentes entre a população e os elementos da coligação rebelde Séléka, em finais do mês de março. as áreas estão interditadas devido às operações de retirada de armas, mas a situação está longe de ser controlada. Em Ouango, confortei as crianças do orfanato saqueado pelos homens da Séleka que furtaram os quatro veículos da instituição, os computadores e material de escritório. as crianças e seus professores tiveram que se esconder horas, durante o saque, adiantou Nzapalainga. No outro bairro, Boy Rab, o arcebispo ouviu vários tiros enquanto celebrava uma missa e quando saiu da casa paroquial para levar alimentos a algumas famílias deparou-se com casos dramáticos – de mulheres e crianças abandonadas e de moradores que ficaram sem os seus bens. Vi automóveis cheios de objetos roubados da população passar diante de todos pelas ruas da cidade, testemunhou o prelado à agência Fides, apelando à intervenção urgente de quem está agora no poder para travar esta onda de violência.