apesar dos progressos consideráveis desde o fim da violência de há dois anos, o país ainda enfrenta ameaças significativas para a sua estabilidade a longo prazo, avisou um responsável pela força de manutenção de paz das Nações Unidas
apesar dos progressos consideráveis desde o fim da violência de há dois anos, o país ainda enfrenta ameaças significativas para a sua estabilidade a longo prazo, avisou um responsável pela força de manutenção de paz das Nações Unidas a presença de milicianos armados, o crime transnacional, o terrorismo, a pirataria e um setor de segurança a necessitar de reforma são as principais ameaças à estabilidade a longo prazo da Costa do Marfim, depois da guerra civil que quase dividiu o país, há dois anos, depois das eleições presidenciais então realizadas. algumas das principais ameaças identificadas incluem dinâmicas políticas e divisões profundas que permanecem, com a continuada existência de redes de militantes do antigo regime que visam desestabilizar o Governo [e] a presença confirmada de mercenários, ex-combatentes e outros milicianos armados ao longo da fronteira com a Libéria, concretizou o responsável para as Operações de Manutenção da Paz, Edmond Mulet, numa reunião do Conselho de Segurança. Edmond Mulet apresentou nestes termos o último relatório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a situação neste país da costa ocidental africana, onde a eleição presidencial de 2010 – que se destinava a ser o ponto de chegada de um processo de paz de longa duração da ONU -, acabou por resultar em meses de violência, quando o então presidente derrotado, Laurent Gbagbo, se recusou a demitir depois de perder as eleições para alassane Ouattara. Gbagbo e os seus partidários renderam-se finalmente em abril de 2011.