Conferência Episcopal emitiu uma nota pastoral a condenar os recentes confrontos de Moxunguí¨ e a pedir aos líderes das duas principais forças políticas que respeitem o acordo Geral de Paz
Conferência Episcopal emitiu uma nota pastoral a condenar os recentes confrontos de Moxunguí¨ e a pedir aos líderes das duas principais forças políticas que respeitem o acordo Geral de Paz Moçambique só tem um caminho, que é o diálogo franco, honesto e respeitoso. Numa nota pastoral dirigida às comunidades cristãs, aos homens e mulheres de boa vontade, e às autoridades civis, religiosoas e político-militares, a Conferência Episcopal moçambicana lança um forte apelo aos líderes das duas principais forças políticas do país, Frelimo e Renamo, para que respeitem o acordo Geral de Paz, e alerta a população para que não se deixe manipular. Ninguém deve atacar, ninguém deve ser atacado; ninguém deve retaliar, ninguém deve ser retaliado, porque tudo isto é violência, afirmam os bispos, sublinhando que o povo moçambicano diz não à guerra. Seja grande, como a dos 16 anos, seja pequena, de um dia ou de uma hora, como o que aconteceu recentemente em Moxungué, em que morreram várias pessoas. E que os prelados consideram ser o fruto da intolerância política que tem caracterizado os últimos anos, em que o partido no poder e a Renamo têm sido os protagonistas. Partindo do princípio que o remédio para os males de Moçambique é a tolerância, o respeito mútuo, o diálogo permanente e construtivo, na nota pastoral é pedido às forças políticas, particularmente ao governo, à Frelimo e à Renamo, na pessoa dos seus dirigentes, para que restabeleçam o método do diálogo e reafirmem o compromisso que assumiram no acordo Geral de Paz. Não há nenhuma reivindicação que possa dar direito ao recurso a qualquer tipo de violência, pode ler-se no documento, intitulado Não à violência, não à guerra, a que a Fátima Missionária teve acesso. Para os bispos, o importante nesta fase de crispação política é que os moçambicanos tenham noção do valor da nação e evitem as interferências externas. Perante a erupção de recursos no país, não faltarão ambiciosos e gananciosos interessados em aproveitar-se das nossas divisões ou mesmo provocá-las, para nos distrair enquanto eles exploram e drenam as riquezas de Moçambique, alertam. a tomada de posição termina com um apelo à população, para que não se deixe manipular por ninguém (partidos inclusive), e aos sacerdotes: Sejam solícitos em ajudar os fiéis e pessoas de boa vontade a viver a política na justiça, verdade e respeito recíproco e sejam verdadeiros ministros que promovem a paz e a reconciliação entre o povo, pedem os bispos de Moçambique.