a vitória de Nicolás Maduro, o sucessor de Hugo Chávez, deixou parte da comunidade portuguesa apreensiva em relação ao futuro. Mas há quem se manifeste agradado com o triunfo da continuidade
a vitória de Nicolás Maduro, o sucessor de Hugo Chávez, deixou parte da comunidade portuguesa apreensiva em relação ao futuro. Mas há quem se manifeste agradado com o triunfo da continuidade Tal como a divisão de votos entre os dois candidatos presidenciais, também os resultados das eleições deste domingo, na Venezuela, deixaram os emigrantes portugueses dividos. Uns manifestaram muita alegria pela vitória de Nicolás Maduro (com 50,7 por cento dos votos), outros não conseguiram esconder a desilusão com a derrota de Henrique Capriles, que conseguiu apenas 49 por cento dos votos. Só tenho razões para festejar, sinto uma imensa alegria. Nem consigo expressar, apenas posso dizer que ganhou [Nicolás] Maduro, o meu candidato. agora ele tem que dar continuidade a esse grande projeto do presidente Hugo Chávez, de fazer da Venezuela um país potência, disse à agência Lusa Manuel de Freitas, de 51 anos, proprietário de um pequeno restaurante. a madeirense Maria Júlia Teixeira, de 55 anos, tem opinião diferente. Teme que venham momentos muito difíceis para a Venezuela e receia que o país esteja a enveredar rapidamente para um castro-comunismo. Depositei a minha esperança em Capriles, mas perdemos. Sinto uma grande desilusão, uma incerteza sobre o que se vai passar nos próximos tempos, salientou. Entretanto, o candidato derrotado já disse que não vai reconhecer os resultados da votação, até que seja feita uma recontagem voto por voto. Digo com toda a firmeza, compromisso e transparência: não vamos reconhecer o resultado até que não seja contado cada voto dos venezuelanos, um por um. O povo venezuelano merece respeito, declarou Henrique Capriles. Quanto a Nicolás Maduro, que exercia o cargo de Presidente interino após a morte de Hugo Chávez, no discurso da vitória afastou qualquer hipótese de um possível pacto com o candidato da oposição. Não pode haver um pacto [apenas] entre duas pessoas. São 7,5 milhões de pessoas que eu devo respeitar, assim como mais de 7 milhões de pessoas que votaram nele, disse Maduro.