Oficiais indiciados por envolvimento em casos de violência sexual entravam nas casas durante a noite, cometiam os abusos, e roubavam as vítimas. Nações Unidas já tinham exigido que fossem sancionados
Oficiais indiciados por envolvimento em casos de violência sexual entravam nas casas durante a noite, cometiam os abusos, e roubavam as vítimas. Nações Unidas já tinham exigido que fossem sancionados Vários oficiais das unidades militares que operam no Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), foram suspensos das Forças armadas, acusados do envolvimento direto em 126 crimes de natureza sexual, cometidos em novembro do ano passado na região de Minova. a aplicação das sanções foi comunicada às Nações Unidas pelo governo de Kinshasa. O mês passado, o enviado especial da ONU no país, Roger Meece, tinha dado um ultimato às autoridades congolesas, exigindo sanções contra os militares implicados em casos de violência sexual cometidos pelas Forças armadas da República Democrática do Congo (FaRDC) que se refugiaram em Minova enquanto os rebeldes do Movimento 23 de março (M23) avançavam para Goma, a capital da província. E a missão local das Nações Unidas (MONUSCO) havia ameaçado suspender a colaboração com o batalhão. Estão a ser feitas investigações com interrogatórios a vítimas e suspeitos por parte das autoridades judiciais. até ao momento, comandantes e sub-comandantes de 10 unidades foram suspensos e colocados à disposição da inspeção militar, informou agora Kieran Dwyer, porta-voz da força de paz, citado pela agência Misna. Num comunicado emitido em fevereiro, a organização internacional Human Rights Watch (HRW) referia que os soldados do exército regular entravam de noite nas habitações para cometer os abusos sexuais e roubar as vítimas. Esta não é a primeira vez que os militares das FaRDC são acusados de violência contra civis durante as ofensivas contra os numerosos grupos armados em ação no Kivu do Norte. atualmente vive-se um período de grande instabilidade e incerteza na região, onde é esperada uma nova brigada de intervenção da ONU, até final deste mês, para controlar a fronteira com o Ruanda. O M23 dividiu-se em duas fações, mas apesar disso, a semana passada foram retomadas as negociações de paz entre o governo e o grupo rebelde, criado há um ano.