a maioria das estradas está intransitável e os moradores andam pelas ruas na esperança de encontrarem alimentos para a família. Muitos médicos foram ameaçados e obrigados a deixar a cidade
a maioria das estradas está intransitável e os moradores andam pelas ruas na esperança de encontrarem alimentos para a família. Muitos médicos foram ameaçados e obrigados a deixar a cidade a população está cada vez mais exausta. Todos se tornaram pobres e todos estão sempre à procura de alimentação, para si e para a família. Pelas ruas de aleppo veem-se pessoas com sacos na mão, à procura de um pouco de pão, relata o bispo caldeu de aleppo e Presidente da Cáritas da Síria, antoine audo, para ilustrar a situação dramática que se vive numa cidade que estava entre as mais prósperas e dinâmicas do Médio Oriente, antes da guerra civil. Em declarações à agência Fides, o prelado descreve uma metrópole em permanente clima de tensão e de medo, com a maioria das estradas intransitáveis. Fui ao hospital para encontrar uma pessoa e para voltar para casa gastei várias horas, porque muitas estradas foram fechadas ao tráfego. Soube que muitos médicos foram ameaçados e obrigados a fugir. E não se sabe o destino dos dois sacerdotes Michel Kayyal – católico arménio – e Maher e Mahfouz – greco-ortodoxo – sequestrados há dois meses por um grupo de homens armados na estrada que liga aleppo a Damasco, disse o bispo. Para antoine audo, a anarquia da guerra faz perceber de maneira ainda mais forte a grandeza da dignidade humana, no momento em que ela parece tão humilhada e muitos procuram Deus e pedem a paz do coração, na oração. Os confrontos armados entre as tropas de Bashar al-assad e as forças da oposição decorrem há mais de dois anos e já provocaram mais de 70 mil mortos, segundo as estimativas das Nações Unidas.