Depois de impedir a entrada aos trabalhadores sul-coreanos, o regime de Pyongyang anunciou a retirada de todos os seus funcionários do complexo industrial de Kaesong. as instalações podem vir a encerrar de forma permanente
Depois de impedir a entrada aos trabalhadores sul-coreanos, o regime de Pyongyang anunciou a retirada de todos os seus funcionários do complexo industrial de Kaesong. as instalações podem vir a encerrar de forma permanente a Coreia do Norte não para de surpreender a comunidade internacional. Este fim de semana surgiram notícias que o país se prepara para realizar um quarto teste nuclear.com esta informação ainda a ser digerida, o secretário-geral do Comité Central do Partido dos Trabalhadores, Kim Yang-gon, anunciou esta segunda-feira, 8 de abril, a suspensão temporária das operações do complexo industrial de Kaesong e acrescentou que o regime está a ponderar o seu encerramento permanente. a semana passada, Kim Yang-gon bloqueou o acesso de funcionários sul-coreanos a este conjunto de fábricas que fica no seu território e é o único projeto em vigor entre as duas Coreias. Trabalham no complexo cerca de 54 mil trabalhadores norte-coreanos, que fabricam produtos para 123 empresas da Coreia do Sul. Depois do bloqueio, 13 fábricas tiveram que interromper a produção por falta de matéria-prima. a Coreia do Norte iniciou em março uma intensa e prolongada campanha de hostilidades contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos da américa (EUa), que incluiu ameaças de ataques armados, a anulação do armistício da Guerra da Coreia (1950-53) e o atual anúncio de retirada de funcionários de Kaesong. as duas Coreias abriram o complexo em 2004 como o mais importante projeto de cooperação económica entre Norte e Sul. Desde então, e apesar do permanente clima de tensão, Pyongyang só tinha cortado o acesso ao complexo industrial uma vez, há cinco anos, e apenas por um dia, o que reflete a gravidade da situação atual.