Uma pessoa morreu nos confrontos entre cristãos e muçulmanos, após os funerais de quatro coptas mortos em atos de violência religiosa. O presidente Mohamed Mursi condenou os ataques e ordenou uma investigação aos incidentes
Uma pessoa morreu nos confrontos entre cristãos e muçulmanos, após os funerais de quatro coptas mortos em atos de violência religiosa. O presidente Mohamed Mursi condenou os ataques e ordenou uma investigação aos incidentes O Presidente do Egito, Mohamed Mursi, condenou este domingo, 7 de abril, a violência contra os coptas (cristãos egípcios) e ordenou uma investigação imediata aos confrontos nas imediações da catedral de São Marcos, no Cairo, que causaram um morto. Considero qualquer ataque contra a catedral uma agressão contra mim, declarou o governante. O conflito estalou depois do funeral de quatro coptas que haviam sido mortos no final da semana, na cidade de Qalyoubia, a norte da capital. Testemunhas citadas pelas agências internacionais revelaram que os familiares e amigos dos falecidos foram apedrejados quando deixavam a catedral gritando frases contra os islamitas no poder. a polícia foi chamada a intervir e lançou várias granadas de gás lacrimogénio para pôr fim aos confrontos. Fontes do governo alegam que alguns dos participantes no funeral atacaram várias viaturas à saída do templo, o que provocou a ira dos moradores do bairro. Esta nova onda de violência teve início sexta-feira passada, 5 de abril quando um muçulmano de 50 anos fez um comentário a um grupo de crianças que desenhava uma cruz suástica num dos institutos religiosos do bairro. O homem terá discutido com um jovem cristão e incidente acabou numa troca de tiros entre cristãos e muçulmanos. Os coptas cristãos representam entre seis a 10 por cento dos 83 milhões de egípcios.