as novas estimativas das Nações Unidas apontam para um aumento dramático do número de pessoas deslocadas na Síria, que deverá atingir em breve os quatro milhões. Esta situação vai obrigar à revisão urgente dos planos de assistência humanitária
as novas estimativas das Nações Unidas apontam para um aumento dramático do número de pessoas deslocadas na Síria, que deverá atingir em breve os quatro milhões. Esta situação vai obrigar à revisão urgente dos planos de assistência humanitária Somando o número total de pessoas deslocadas dentro da Síria – segundo os novos dados da ONU – às que tiveram que fugir para países vizinhos, a quantidade de deslocados provocada pelo conflito entre o regime de Bashar al-assad e as forças da oposição deverá atingir em breve 25 por cento da população. a situação vai exigir a reformulação urgente dos planos de assistência humanitária, estabelecidos em janeiro. No início do ano, o alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) tinha calculado que a guerra civil, iniciada há dois anos, iria gerar 2,5 milhões de deslocados internos, até ao próximo mês de junho. agora, as estimativas apontam para quatro milhões de pessoas que vão precisar de ajuda internacional com a máxima urgência. Se a este número se acrescentar os 1,2 milhões de sírios que fugiram para países vizinhos, verifica-se que quase um quarto da população (22,5 milhões) foi obrigada a abandonar as suas casas. Não é só a violência que leva as pessoas a fugir, mas também a quebra do nível de vida, a interrupção dos serviços públicos como o fornecimento de água ou o facto das crianças não poderem ir à escola, explicou em comunicado a porta-voz regional do aCNUR, Reem alsalem. Quando forem apresentadas oficialmente as novas previsões, o alto Comissariado liderado pelo ex-primeiro-ministro português, antónio Guterres, deverá acentuar a falta de apoios financeiros com que se debate no apoio aos refugiados e deslocados sírios. até agora, os países doares só transferiram 30 por cento dos 1,5 mil milhões de dólares prometidos na conferência no Koweit.