Documentos do tempo da última ditadura militar estão disponíveis na internet para facilitar o trabalho da Comissão de amnistia e ajudar as vítimas a provarem a violência sofrida, entre 1964 e 1985
Documentos do tempo da última ditadura militar estão disponíveis na internet para facilitar o trabalho da Comissão de amnistia e ajudar as vítimas a provarem a violência sofrida, entre 1964 e 1985 Quando estiver concluída a publicação dos arquivos da temida polícia política da última ditadura militar no Brasil, os investigadores e as vítimas passam a ter acesso, através da internet, a mais de um milhão de documentos, onde constam interrogatórios a diversas personalidades que mais tarde assumiram funções governativas, como é o caso do ex-Presidente, Lula da Silva. Os documentos que agora começaram a ser disponibilizados em formato digital fazem parte dos arquivos do extinto Departamento Estatal de Ordem Pública de São Paulo (DEOPS), o principal aparelho de repressão da ditadura. Entre os vários interrogados pela então polícia política figuram o ex-Presidente e a sua sucessora, a atual Presidente Dilma Rousseff. a digitalização dos arquivos está a ser feita há dois anos e só deverá ficar concluída em 2014. O governo destinou uma verba de 300 mil euros para este projeto, a cargo da associação de amigos do arquivo Público. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, além de dar conhecimento ao público, para fins históricos e de pesquisa, a abertura dos documentos também vai facilitar o trabalho de reparação da Comissão de amnistia, uma vez que permitirá aos perseguidos políticos comprovarem parte das perseguições sofridas.