Um dia de jejum, uma experiência de braços abertos e olhos vendados, vários momentos de oração e partilha. apesar dos sacrifí­cios, os jovens envolvidos na «Páscoa in deep», em Proença-a-Nova, estão a adorar o desafio

Um dia de jejum, uma experiência de braços abertos e olhos vendados, vários momentos de oração e partilha. apesar dos sacrifí­cios, os jovens envolvidos na «Páscoa in deep», em Proença-a-Nova, estão a adorar o desafio
Chegam com muitas dúvidas, esperam sair com várias certezas. Os jovens de vários pontos do país que aceitaram o desafio de passar a época pascal no Seminário do Preciosíssimo Sangue, em Proença-a-Nova, têm origens diferentes, sonhos e projetos de vida diversos, mas um sentimento comum. Depois de participarem na Páscoa Jovem promovida pelos Missionários da Consolata, contam regressam a casa mais despertos para a fé, mais atentos às necessidades dos outros e mais preenchidos interiormente. Normalmente, as pessoas acham que a Páscoa é só amêndoas e ir à missa. aqui, percebemos que é muito mais do que isso. aprendemos a dar mais valor ao encontro e à partilha, afirma Vânia Cardoso, 18 anos, natural de Proença-a-Nova, mas a estudar em Leiria. a experiência envolve sacrifícios. Os telemóveis e a internet ficam de fora, a Sexta-Feira Santa é de jejum, e numa das atividades, os participantes são convidados a vendar os olhos, permanecendo algum tempo de braços abertos para imaginarem o sofrimento de Jesus Cristo na cruz. É intenso, um pouco duro, mas muito útil a nível psicológico. abre-nos os olhos e os horizontes, mostrando-nos que realmente não precisamos assim tanto destas coisas [telemóvel e internet] como imaginamos. Por outro lado, saímos daqui com a certeza que teremos um amigo com quem contar, sempre que precisarmos, relata Gonçalo Magano, 17 anos, residente em Queluz. Segundo Luís Maurício, coordenador das Páscoas Jovens da Consolata, um dos objetivos destas ações é orientar os participantes para caminhos da fé mais profundos, que lhes permitam descobrir o valor que está escondido na cruz, envolvendo-os também nas celebrações da paróquia. João Louro, 17 anos, natural de Cardigos, Mação, deixou-se tocar pelas atividades. Já não rezava à noite e alguns assuntos da religião andavam um pouco esquecidos. Saio mais voltado outra vez para a oração e mais atento aos outros, diz à Fátima Missionária. Esta alegria manifestada pelos jovens é também um estímulo para Ilídio Santos da Graça, pároco de Proença-a-Nova e responsável pelo Seminário do Preciosíssimo Sangue. É uma forma de interpelar os que vivem nesta zona e de mostrar que há juventude que continua a rasgar caminhos, afirma o sacerdote, nascido em Cabo Verde. E, de acordo com as palavras proferidas numa das celebrações pelo Superior Provincial dos Missionários da Consolata, padre antónio Fernandes, serão os encontros vividos nestes caminhos que permitem encontrar o verdadeiro sentido da vida, quando menos se espera.