Os soldados da coligação Seleka anunciaram a entrada na capital da República Centro-africana e pediram às Forças armadas que optem por evitar o confronto. Os estabelecimentos comerciais encerraram portas e a população, assustada, começou a abandonar as suas casas
Os soldados da coligação Seleka anunciaram a entrada na capital da República Centro-africana e pediram às Forças armadas que optem por evitar o confronto. Os estabelecimentos comerciais encerraram portas e a população, assustada, começou a abandonar as suas casas Os rebeldes centro-africanos da coligação Seleka cumpriram com as ameaças e avançaram sobre a capital do país. No sábado, 23 de março, chegaram a Bangui e colocaram a cidade em estado de sítio. Fazemos um apelo para que a população permaneça em casa, as Forças armadas não combatam, e o Presidente [François] Bozizé deixe o poder, anunciou Eric Massi, porta-voz da rebelião. Os tiros e as explosões registadas durante a ofensiva causaram o pânico na população e muitos habitantes começaram a fugir. O comércio encerrou e o tráfego rodoviário tornou-se praticamente inexistente, vendo-se apenas veículos militares a circular pelas principais avenidas da cidade. a coligação pegou nas armas em dezembro do ano passado, por considerar que o governo não estava a respeitar os acordos de paz assinados em 2008. Em janeiro foi assinado um novo acordo, que incluía um cessar-fogo, a formação de um governo de unidade nacional e a manutenção de Bozizé na presidência. Porém, os rebeldes voltaram à luta armada, alegando que os aliados do Presidente continuam a desrespeitar o pacto. No anúncio de tomada da capital, Eric Massi aconselhou as forças no terreno a não cometerem excessos, furtos, ou acertos de contas contra as populações.