Nativas continuam a dar à luz em casa ou na floresta, expondo-se a riscos de complicações pós-parto e a doenças. Os baixos í­ndices de instrução e as crenças populares contribuem para que as mulheres se mantenham à margem do sistema de saúde congolês

Nativas continuam a dar à luz em casa ou na floresta, expondo-se a riscos de complicações pós-parto e a doenças. Os baixos í­ndices de instrução e as crenças populares contribuem para que as mulheres se mantenham à margem do sistema de saúde congolês
Um estudo feito pelo Ministério da Saúde da República do Congo concluiu que a maioria das mulheres autóctones do país está praticamente excluída dos serviços de assistência médica, sobretudo na área da saúde reprodutiva. as nativas deste grupo minoritário de pigmeus, em risco de extinção, persistem em fazer nascer os filhos em casa ou na selva, sujeitando-se aos riscos daí inerentes. De acordo com os dados recolhidos no inquérito, enquanto 93 por cento das congolesas dão à luz num centro de saúde, apenas quatro por cento das aborígenes grávidas consegue fazer o parto numa unidade médica. Na origem desta situação estão as tradições e costumes, a pobreza extrema, os baixos índices de instrução e as crenças populares. Os aborígenes representam neste momento dois por cento da população da República do Congo, quando há pouco anos este número se situava em 10 por cento. Em 2011, foi aprovada uma lei sobre a promoção e a tutela dos seus direitos, mas as organizações não governamentais, citadas pela agência Fides, pedem uma melhor aplicação da mesma para combater a discriminação.